Anos ruins para as Ferramentarias

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Publicado por Claudio Loetz no Jornal A Notícia de 10 de Janeiro de 2011

10% DAS FERRAMENTARIAS DEVEM FECHAR

Dez por cento das empresas de ferramentaria de Joinville devem fechar ou serem compradas neste ano por concorrentes locais maiores e mais bem estruturados. Isto significa que 40 das empresas do setor tendem a desaparecer, pois há 400 em funcionamento na cidade. A análise é do empresário Christian Dihlmann. “O problema é gestão e endividamento”, afirma Dihlmann, que também é dirigente de várias entidades do segmento e diretor de relações com os associados da Acij. Ainda segundo o líder empresarial, vão surgir muitas oportunidades de aquisição. Este ano começou com dificuldades mais sérias para aquelas empresas dependentes do mercado automobilístico, mas a partir de março o ritmo de negócios neste segmento deve crescer, com o lançamento de novos veículos por parte de montadoras. Nas áreas de construção civil e de embalagens, o ano é bem promissor.


Comento

Infelizmente este é um fato, empresas e empregos que representam tecnologia, alto valor agregado e dinheiro de todo o Brasil circulando rapidamente no mercado consumidor de Joinville, estão com investimentos estagnados e em curva decrescente.

Hoje o setor de Ferramentarias não vive na zona de conforto de 10 anos atrás. Acredito que Christian Dihlmann esteja otimista porque normalmente umas 20 empresas (5%) fecham todos os anos, mas outras tantas surgem também.

Não consigo imaginar ferramentarias sendo adquiridas, com exceção de um bom cadastro no FINAME ou clientes multinacionais ou um enorme deságio, não existe vantagem em comprar ativos de ferramentarias.

Concorrência chinesas tem sido a maior reclamação, inclusive minha, mas não podemos esperar mudanças significativas a curto prazo. Colhem-se os frutos de anos focando somente o mercado interno e desprezando investimentos e preparação para fornecer serviços ao mercado externo. Se os transformadores nacionais estão satisfeitos com os moldes baratos e com "qualidade" chinesa, não adianta espernear, devemos vender nossos moldes bons e "caros" nos mercados onde são bem vindos e que não são poucos.

Aos empresários, empregados e empreendedores do setor o futuro será turbulento mas poderá ser gratificante aos que sobreviverem e apostarem em ter o mundo como cliente.

Dirk Henning
Bacharel em Desenho Industrial, atuando no mercado de moldes e plásticos desde 1986

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