O tubo biodegradável que encantou Dilma

quarta-feira, 20 de junho de 2012


#ponto_de_vista com André Michel Kehrwald: O tubo biodegradável que encantou Dilma

imgAdriana Baldissarelli
@ABaldissarelli
FLORIANÓPOLIS
O engenheiro de Materiais formado pela UFSC André Michel Kehrwald, 29 anos, foi escalado pela indústria de embalagens C-Pack para apresentar na Rio+20, em palestra no Píer Mauá, nesta segunda-feira, a bisnaga de plástico biodegradável e compostável que chamou a atenção até da presidente Dilma Rousseff. O produto, por enquanto destinado a envasar pequenas amostras de cosméticos, segue em desenvolvimento para usos no mercado de alimentos. Líder latino-americana no mercado de tubos flexíveis, a C-Pack produz 220 milhões de unidades por ano em instalações inteligentes e sustentáveis no distrito industrial de São José, na Grande Florianópolis.
Adriana Baldissarelli/ND

Ciclo
Este é o primeiro tubo plástico para cosméticos feito com uma resina biodegradável e compostável. Essa é a inovação principal: compostável é aquele material que se degrada na terra. Na escala de sustentabilidade, está no topo, porque vem de uma fonte renovável, batata ou milho, pode ser reciclada e, na hora em que voltar para a terra, servirá de alimento a microorganismos, gerando gás carbônico, húmus e água, resíduos inofensivos e que nutrem outras plantas.
Três tipos
Há três tipos de desenvolvimentos sustentáveis na C-Pack. Além desse biodegradável e compostável, há o PCR, produzido com 45% de material reciclado. Os recicladores recuperam esse material pela coleta seletiva, fazem o tratamento de limpeza, e vendem à C-Pack que o transforma em bisnaga plástica de novo. E o PE Verde, proveniente da cana-de-açúcar, que se transforma num plástico igual ao convencional, a única diferença é que vem de uma fonte renovável e não do petróleo. Já é usado por grandes clientes da C-Pack como a Natura e a Johson & Johson.
Captura de carbono
O plástico de fontes renováveis, da batata, muito produzida na Europa, do milho, nos Estados Unidos, absorve o gás carbônico da atmosfera, quando o vegetal faz fotossíntese. Em vez de emitir carbono, como na queima do petróleo, captura carbono, reduzindo o efeito estufa e contribuindo para o não aquecimento global. A C-Pack tem hoje um portfólio perfeito de produtos sustentáveis, porque trabalha com resinas de fontes renováveis, com material reciclado e agora com o biodegradável compostável. Há empresas que trabalham com um ou outro, aqui trabalhamos com os três. É um grande diferencial.
Indicação da Dilma
Esse tubo compostável que vamos apresentar na Rio+20 ainda não está sendo produzido em escala comercial. Temos projeto em desenvolvimento com uma empresa que não posso revelar, por acordo de confidencialidade, e espero que logo esteja no mercado. Durante evento em Brasília, em abril, a presidente Dilma Rousseff, os ministros Aloizio Mercadante e Fernando Pimentel passaram por vários estandes. No da C-Pack (em parceria com Senai-SC) ficaram oito minutos e o protocolo era de apenas 30 segundos. Dilma levou o produto para casa e disse que seria bom que fosse apresentado na Rio+20.
Mais caro
Um produto sustentável em geral é mais caro porque inovação requer tempo de estudo, é preciso criar escala de produção e ter políticas públicas complementares. A indústria brasileira não tem benefício fiscal ao usar um material reciclado, mesmo quando isso aumenta os custos de produção, por exigir tratamento dos resíduos ou por diminuir a produtividade. Aí você oferta um produto reciclado que é 10% mais caro, mas que vai trazer um ganho ambiental, e fica difícil de avançar nas questões de mercado. Esse biodegradável compostável, por exemplo, estima-se 10% a 15% a mais no custo de produção, pelo custo da matéria-prima importada.
Investimento
A C-Pack tem investido muito nos últimos cinco anos em produtos sustentáveis por decisão da direção. Há 20 anos, quando pensou em produzir tubos plásticos, Luiz Gonzaga Coelho (presidente da C-Pack) já pensava em um produto sustentável. Em feiras, quando ofertamos produtos como esses, o cliente fica maravilhado. A questão é que a diferença no preço ainda assusta um pouco. O custo ambiental ainda não está inserido nos preços, talvez passe a fazer parte com essas novas políticas. Há uma chance no Brasil de fazer com que todos os produtos sustentáveis estejam na gôndola do supermercado com preços acessíveis. Essa é a meta.
Inovação
Trabalho no núcleo de inovação da C-Pack e 50% do meu tempo é para desenvolver produtos sustentáveis. Como resultado, posso rodar o mundo e não vou encontrar uma empresa que trabalhe os três tipos de plástico (de fonte renovável, reciclado e compostável). A inovação em SC é muito forte e isto está muito ligado às parcerias de empresas com a UFSC. A atuação do Senai também é muito importante. Ano passado na FCE, maior feira de cosméticos da América Latina, a C-Pack lançou 19 inovações, esse ano, 10. Mas inovação não precisa ser algo muito espetacular, não se consegue lançar todo ano um tubo biodegradável, por exemplo, mas se pode sempre inovar nos processos.Temos, por exemplo, o projeto de substituição das caixas de papelão pelas retornáveis de plástico, no qual a empresa investiu R$ 1 milhão. Reportagem original aqui
Publicado em 16/06-06:30 por: Adriana Baldissarelli. 
Atualizado em 20/06-08:53

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Anos ruins para as Ferramentarias

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Publicado por Claudio Loetz no Jornal A Notícia de 10 de Janeiro de 2011

10% DAS FERRAMENTARIAS DEVEM FECHAR

Dez por cento das empresas de ferramentaria de Joinville devem fechar ou serem compradas neste ano por concorrentes locais maiores e mais bem estruturados. Isto significa que 40 das empresas do setor tendem a desaparecer, pois há 400 em funcionamento na cidade. A análise é do empresário Christian Dihlmann. “O problema é gestão e endividamento”, afirma Dihlmann, que também é dirigente de várias entidades do segmento e diretor de relações com os associados da Acij. Ainda segundo o líder empresarial, vão surgir muitas oportunidades de aquisição. Este ano começou com dificuldades mais sérias para aquelas empresas dependentes do mercado automobilístico, mas a partir de março o ritmo de negócios neste segmento deve crescer, com o lançamento de novos veículos por parte de montadoras. Nas áreas de construção civil e de embalagens, o ano é bem promissor.


Comento

Infelizmente este é um fato, empresas e empregos que representam tecnologia, alto valor agregado e dinheiro de todo o Brasil circulando rapidamente no mercado consumidor de Joinville, estão com investimentos estagnados e em curva decrescente.

Hoje o setor de Ferramentarias não vive na zona de conforto de 10 anos atrás. Acredito que Christian Dihlmann esteja otimista porque normalmente umas 20 empresas (5%) fecham todos os anos, mas outras tantas surgem também.

Não consigo imaginar ferramentarias sendo adquiridas, com exceção de um bom cadastro no FINAME ou clientes multinacionais ou um enorme deságio, não existe vantagem em comprar ativos de ferramentarias.

Concorrência chinesas tem sido a maior reclamação, inclusive minha, mas não podemos esperar mudanças significativas a curto prazo. Colhem-se os frutos de anos focando somente o mercado interno e desprezando investimentos e preparação para fornecer serviços ao mercado externo. Se os transformadores nacionais estão satisfeitos com os moldes baratos e com "qualidade" chinesa, não adianta espernear, devemos vender nossos moldes bons e "caros" nos mercados onde são bem vindos e que não são poucos.

Aos empresários, empregados e empreendedores do setor o futuro será turbulento mas poderá ser gratificante aos que sobreviverem e apostarem em ter o mundo como cliente.

Dirk Henning
Bacharel em Desenho Industrial, atuando no mercado de moldes e plásticos desde 1986

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